Ele carrega o vento no peito aberto
Às vezes é tempestade, às vezes deserto
Passo incerto, mas nunca parado
Mesmo ferido, ele segue ao meu lado
Água que corre lavando a tensão
Fogo que explode no seu coração
E é justamente desse movimento
Que nasce a força do nosso momento
Na pulsação do teu corpo em calor
Há barulho e também fervor
Mas existe um giro sereno
No compasso do teu movimento
Mas existe um giro sereno
No compasso do teu movimento
Ná ná
Ná ná
Ná ná
Ele enfrenta o mundo do jeito que sabe
Erra e aprende enquanto o chão se abre
Se desorganiza, mas volta pra mim
E é nesse retorno que o amor não tem fim
O vento carrega o que foi dor antiga
O chão nos sustenta na mesma cantiga
E é disso tudo que nasce a canção
Dois corpos seguindo na mesma direção
Na pulsação do teu corpo em calor
Há ruído e também vigor
Mas existe um giro sereno
No compasso do teu movimento
Mas existe um giro sereno
No compasso do teu movimento
Ná ná
Ná ná
Ná ná
Se ele derruba o velho cajueiro
Eu fico junto, limpo o terreiro
Não é batalha, não é disputa
É construção que a vida executa
Água de chuva molhando o chão
Silêncio depois da explosão
E é justamente nesse pequeno aceno
Que eu vejo o homem além do menino
Na pulsação do teu corpo sereno
Existe força vencendo o veneno
E acima de tudo, pequeno ou pleno
Ele caminha, e eu caminho em terreno
E acima de tudo, pequeno ou pleno
Ele caminha, e eu caminho em terreno
Ná
Ná
Ná