Meu Colchão
Ele provoca falando eu fico tonta
Poeta covarde em cima do muro
Bicho do mato carente goiaba
Sou da sua cor
Ele me abraça com pressa faz promessas
Esqueço das feridas das noites mal dormidas
O ruim é ir embora e voltar pro meu colchão
Voltarei ficarei dezoito vinte três
Sou menina mimada tarada e jogada
Faltou mãe pra você meu pai não vem me ver
Quem vai testemunhar
Jogada nos cantos da sala
Bichos que vão e que vem
O ruim é ir embora e voltar pro meu colchão
Mi Colchón
Él provoca hablando, me mareo
Poeta cobarde en la cerca
Animal del monte necesitado de guayaba
Soy de tu color
Él me abraza apresurado, hace promesas
Olvido las heridas de las noches mal dormidas
Lo malo es irme y volver a mi colchón
Volveré, me quedaré dieciocho veintitrés
Soy una niña consentida, caliente y abandonada
Te faltó mamá, mi papá no viene a verme
¿Quién será testigo?
Abandonada en las esquinas de la sala
Animales que van y vienen
Lo malo es irme y volver a mi colchón