Silêncio
Chamo alguém, ninguém escuto
um silêncio absoluto
envolve meu triste viver
Sinto fugir minha calma
o tédio invadir minh'alma
prenúncio de um cruel louco sofrer
Para mim será o mundo
um calabouço profundo
onde ninguém ouvirá mais os gemidos meus
Qual condenado e aflito
fito o azul do infinito
curvo meu joelho
e numa prece rogo a Deus:
"Senhor, a solidão apavora-me
meu viver é uma cruel melancolia
invade minha alma uma grande nostalgia
Senhor, pra mim tudo é noite
pra mim não há dia"
Silêncio que rouba minha calma
Silêncio que destrói minh'alma
Silêncio que sinto matar-me em lenta agonia
Silencio
Llamo a alguien, nadie escucha
un silencio absoluto
envuelve mi triste vivir
Siento escapar mi calma
el aburrimiento invade mi alma
presagio de un cruel sufrimiento
Para mí será el mundo
una mazmorra profunda
donde nadie escuchará más mis gemidos
Como condenado y afligido
contemplo el azul del infinito
do bloqueo mis rodillas
y en una plegaria ruego a Dios:
'Señor, la soledad me aterroriza
mi vivir es una cruel melancolía
invade mi alma una gran nostalgia
Señor, para mí todo es noche
para mí no hay día'
Silencio que roba mi calma
Silencio que destruye mi alma
Silencio que siento matarme en lenta agonía
Escrita por: Alcebíades Barcelos e Armando Marçal