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Amanecer

Binha Galvão

Madrugada

Nem sempre foi assim o jeito que eles me olham
Nem sempre fui assim sem medo do que eles pensam
Da minha calça rasgada, do meu sorriso largo
Coturno pé, violão no ombro, pronto pro rolé
Quando a cidade dormir, ah, ah
Eu vou sair por aí, eu vou

Eu sempre me guiei seguindo minha intuição
Ouvindo alguns dizerem, que eu estava na contra-mão
Com minha roupa desbotada, com esse meu geito largado
Seguindo a pé, pronto pro que der e vier
Quando a cidade dormir, ah, ah
Eu vou sair por aí, ah, ah

Caminhão de lixo combina com a madrugada
A arte e o lixo, sempre de mãos dadas
Sete milhões de livros não me ensinam quase nada
Sete milhões de livros não me ensinam
A andar na madrugada

Quando a cidade dormir, ah, ah
Eu vou sair por aí, oohh

Amanecer

No siempre me miraban así
No siempre fui sin miedo a lo que piensan
Con mis jeans rotos, mi sonrisa amplia
Botas en los pies, guitarra al hombro, listo para la vuelta
Cuando la ciudad duerma, ah, ah
Voy a salir por ahí, voy

Siempre me guié por mi intuición
Escuchando a algunos decir que iba en sentido contrario
Con mi ropa desteñida, con mi estilo descuidado
Caminando, listo para lo que venga
Cuando la ciudad duerma, ah, ah
Voy a salir por ahí, ah, ah

El camión de basura va con el amanecer
El arte y la basura, siempre de la mano
Siete millones de libros casi no me enseñan nada
Siete millones de libros no me enseñan
A caminar en la madrugada

Cuando la ciudad duerma, ah, ah
Voy a salir por ahí, oohh

Escrita por: Binha Galvão / GILMAR77