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Nada de Eso

Biquini Cavadão

Nada Disso

Todos falam em final de século
Em fim do mundo
Eu não nasci há muito tempo
Mas não quero acreditar

Não olho os jornais que me cercam
Eu fecho os olhos
Mas posso ouvir dia após dia
O lamento

Pátria Intolerante
Mundo Insaciável
Quem poderá me dizer a que vim?

Não quero nada disso, não
Não quero nada disso, não
Não quero nada
Não quero nada

Quero o começo de uma nova era
Quero um milênio sem nenhuma guerra
Por mais impossível que isso te pareça
Quem há de dizer que a gente não mereça
Pare de olhar pro céu e dizer
Que o problema não é seu
Pare de gastar as coisas
Como se tudo fosse descartável

Pátria intolerante
Mundo Insaciável
Quem poderá me dizer a que vim?

A comida que falta
No sorriso sem dente
A mordida do imposto
Que nos faz descontentes
Os doentes na fila do posto
Que ainda chamamos de gente
O pessimismo estampado no rosto
O desgosto de seguir em frente, ôôô...

Não quero nada disso, não
Não quero nada disso, não
Não quero nada
Não quero nada

Nada de Eso

Todos hablan del final del siglo
Del fin del mundo
No nací hace mucho tiempo
Pero no quiero creer

No miro los periódicos que me rodean
Cierro los ojos
Pero puedo escuchar día tras día
El lamento

Patria Intolerante
Mundo Insaciable
¿Quién podrá decirme a qué vine?

No quiero nada de eso, no
No quiero nada de eso, no
No quiero nada
No quiero nada

Quiero el comienzo de una nueva era
Quiero un milenio sin ninguna guerra
Por más imposible que te parezca
¿Quién dirá que no lo merecemos?
Deja de mirar al cielo y decir
Que el problema no es tuyo
Deja de desperdiciar las cosas
Como si todo fuera desechable

Patria intolerante
Mundo Insaciable
¿Quién podrá decirme a qué vine?

La comida que falta
En la sonrisa sin dientes
La mordida de los impuestos
Que nos hace descontentos
Los enfermos en la fila del puesto
A los que aún llamamos gente
El pesimismo estampado en el rostro
El disgusto de seguir adelante, ôôô...

No quiero nada de eso, no
No quiero nada de eso, no
No quiero nada
No quiero nada

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