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Máquina

Black Hat

O metal range antes da luz bater
O que resta da alma é o que não se pode ver
O pulso acelera no ritmo da engrenagem
Não há chegada, apenas a passagem
O asfalto morde o que o ferro não moeu
Onde termina o mundo e onde começo eu

É o som da carne contra o concreto
Um eco mudo sob o teto aberto
Não há saída, só um movimento
Sobreviver é o único monumento

Respira o ar
Aceita o peso
Mantém o passo
Gasta o tempo

É o som da carne contra o concreto
Um eco denso sob o teto aberto
Não há saída, o sangue é o cimento
Continuar é o único monumento

Sente o impacto, move o corpo
Guarda o grito, foca no centro

É o som da carne
Contra o concreto
Um eco eterno sob o teto aberto
Não há saída, o silêncio é o momento
Pertencer é o único monumento

O amanhã é o hoje, presente

Escrita por: Henrique Diáz