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Para Qué, No Sé

Boca de Leão

Pra Que, Eu Não Sei

Fumei um bom
Fiquei bobão
Meu coração
Lembrou de ti
Da tua razão
Do sim do não
Agora eu sei
O que eu vivi, o que eu vivi, o quê? eu vivi!

Passei a ver
O vão que há
Passei a estar
E em vão serei
O ser me dá
A dor que está
Fazendo jus
Luz clareei, luz clareei, luz? clareei!

Nada nessa vida vem de graça.
É raça!
Faça o paraíso!
Falso inferno é a desgraça!
Faça o que quiser
De caçador ou de caça
Seu destino, meu menino,
É a sua carcaça!

Fiquei no ar
Ar sem querer
Se quer me ter
Me tenha amor
Me posso ler
Sem me escrever
Me sinto em mim
Prazer e dor, prazer e dor, prazer! e dor...

Pensei no bem
No bem me quer
Que nem sequer
Será uma lei
Que é da mulher
Que enfim me der
A lucidez
Pra que eu não sei, pra que eu não sei, pra quê? eu não sei!

Nada nessa vida vem de graça.
É raça!
Faça o paraíso!
Falso inferno é a desgraça!
Faça o que quiser
De caçador ou de caça
Seu destino, meu menino,
É a sua carcaça!

Para Qué, No Sé

Fumé un buen
Quedé tonto
Mi corazón
Recordó de ti
De tu razón
Del sí o no
Ahora sé
Lo que viví, ¿qué? ¡viví!

Comencé a ver
El vacío que hay
Comencé a estar
Y en vano seré
El ser me da
El dolor que está
Haciendo justicia
Luz iluminé, luz iluminé, ¿luz? iluminé!

Nada en esta vida viene gratis.
¡Es raza!
¡Haz el paraíso!
¡Falso infierno es la desgracia!
Haz lo que quieras
De cazador o de presa
Tu destino, mi niño,
Es tu carcasa!

Quedé en el aire
Aire sin querer
Si me quieres tener
Ámame
Puedo leerme
Sin escribirme
Me siento en mí
Placer y dolor, placer y dolor, ¡placer! y dolor...

Pensé en el bien
En el bien me quiere
Que ni siquiera
Será una ley
Que es de la mujer
Que al fin me dé
La lucidez
Para qué, no sé, ¿para qué? ¡no sé!

Nada en esta vida viene gratis.
¡Es raza!
¡Haz el paraíso!
¡Falso infierno es la desgracia!
Haz lo que quieras
De cazador o de presa
Tu destino, mi niño,
Es tu carcasa!

Escrita por: Leão Leibovich