Frankenstein do Subúrbio
Por de trás daquelas árvores
Já dava pra ver o seu semblante triste
Sentado no banco da praça sozinho
Não ouviu nada do que eu disse
Andava rodeado
Tudo era vazio
Não dizia nada
No chão procurava as migalhas
Como se fosse um cão de rodoviária
Pedindo os restos pro cara que ainda vai chutar a sua lata
Tente despertar do sonho escuro onde você se acomodou
Um dia quero ouvir a sua voz bem alta e não ter que sentir pena
Quando eu passar pela praça com pressa
Um dia quero ouvir a sua voz bem alta e não ter que sentir pena
Eu gostaria de te ajudar
A enxergar um mundo bem maior do que um quarteirão
cheio de gente doente
Que vive na cola de quem tá com a droga na mão
Trancafiou seu coração
Vive olhando pro chão
Se ele soubesse o quanto perde sendo mais um
Frankenstein do subúrbio
Tente despertar do sonho escuro onde você se enfiou
Um dia quero ouvir a sua voz bem alta e não ter que sentir pena
Quando eu passar pela praça com pressa
Um dia quero ouvir a sua voz bem alta e não ter que sentir pena
Frankenstein del Suburbio
Detrás de esos árboles
Ya se podía ver su semblante triste
Sentado en el banco de la plaza solo
No escuchó nada de lo que dije
Andaba rodeado
Todo era vacío
No decía nada
En el suelo buscaba las migajas
Como si fuera un perro de la terminal
Pidiendo las sobras al tipo que aún va a chutar su lata
Intenta despertar del sueño oscuro donde te acomodaste
Un día quiero escuchar tu voz bien alta y no tener que sentir lástima
Cuando pase por la plaza apurado
Un día quiero escuchar tu voz bien alta y no tener que sentir lástima
Me gustaría ayudarte
A ver un mundo mucho más grande que una cuadra
llena de gente enferma
Que vive pegada a quien tiene la droga en la mano
Encerraste tu corazón
Vives mirando al suelo
Si supiera cuánto pierde siendo uno más
Frankenstein del suburbio
Intenta despertar del sueño oscuro donde te metiste
Un día quiero escuchar tu voz bien alta y no tener que sentir lástima
Cuando pase por la plaza apurado
Un día quiero escuchar tu voz bien alta y no tener que sentir lástima
Escrita por: Luciano Dragons / Marjori Stock