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Lavanda

Bordô

Lavanda

Sem percalços, sempre manso
Fica só amor
Sem espinhos e pólen leve
Nem parece flor

Sorrindo os moldes amolecem
O seu passo é leve
Encanta todo sonhador
Pena que carece força
Pra caminhar sem ser num sonho bom
Pra ecoar outra vez sua canção

Que chega até ouvidos de um milhão
Mas não nos meus

Não, não cabe a você
Decidir o que é melhor
Dividir o que é meu
Não, não cabe a você

Sem inícios nem fins
Bate em minha porta, pega uma taça
E vai embora
Uma taça e vai embora
Dá na minha cara e vai embora

Agora guarde as suas coisas
Guarde as lembranças
Numa caixinha e deixa lá
Até umedecer
E se depois a encontrar
E o odor lhe incomodar
Coloque uma essência de lavanda
Pra te confortar

Pra caminhar sem ser num sonho bom
Pra ecoar outra vez sua canção

Que chega até ouvidos de um milhão

Não, não cabe a você
Decidir o que é melhor
Dividir o que é meu
Não, não cabe a você

Lavanda

Sin contratiempos, siempre suave
Solo queda amor
Sin espinas y polen ligero
Ni parece flor

Sonriendo, los moldes se ablandan
Su paso es ligero
Encanta a todo soñador
Lástima que le falta fuerza
Para caminar sin estar en un buen sueño
Para resonar otra vez su canción

Que llega a oídos de un millón
Pero no a los míos

No, no te corresponde a ti
Decidir lo que es mejor
Dividir lo que es mío
No, no te corresponde a ti

Sin comienzos ni finales
Golpea mi puerta, toma una copa
Y se va
Una copa y se va
Me da en la cara y se va

Ahora guarda tus cosas
Guarda los recuerdos
En una cajita y déjalos ahí
Hasta que se humedezcan
Y si luego los encuentras
Y el olor te molesta
Pon un poco de esencia de lavanda
Para reconfortarte

Para caminar sin estar en un buen sueño
Para resonar otra vez su canción

Que llega a oídos de un millón

No, no te corresponde a ti
Decidir lo que es mejor
Dividir lo que es mío
No, no te corresponde a ti

Escrita por: Mario Tito / Rafael Lourenço