Tijolo Por Tijolo
Laje de cimento, teto de estrela
Sopra aquele vento pela janela
Sob o firmamento posso encontrá-la
Vê-la viva ali, naquela viela
A carne é só a carne, e um dia apodrece
Forte é a jangada, eterna é a prece
Quando vê nascer, dentro do seu ser
É justo temer, mas não vou fugir
Na força do meu protetor
Xangô ou Senhor do Bonfim
Tijolo por tijolo eu vou
E que o destino venha em mim
A natureza grita, a espécie procria
Muita trêta, fita, dor e alegria
Quem pula o portão? Quem morde a parede?
Isopor, Litrão, que o povo tem sede
Tomara que um dia, que um dia meu deus tomara
Tomara que o destino olhe dentro da minha cara
Quando vir nascer, dentro do meu ser
Posso até temer, mas não vou fugir
Na força do meu protetor
Xangô ou Senhor do Bonfim
Tijolo por tijolo eu vou
E que o destino venha em mim
Ladrillo Por Ladrillo
Losa de cemento, techo de estrella
Ese viento sopla por la ventana
Debajo del firmamento puedo encontrarlo
Te veo vivo allí, en ese callejón
La carne es solo carne, y un día se pudre
Fuerte es la balsa, eterna es la oración
Cuando ves nacer, dentro de tu ser
Es justo temer, pero no huiré
En la fuerza de mi protector
Xangô o Senhor do Bonfim
Ladrillo por ladrillo lo haré
Y que el destino venga a mí
La naturaleza grita, las especies procrean
Un montón de cosas, cinta, dolor y alegría
¿Quién salta la puerta? ¿Quién muerde la pared?
Espuma de poliestireno, Litrão, que la gente tiene sed
Ojalá algún día, algún día mi dios lo haga
Espero que el destino me mire a la cara
Cuando vengo a nacer, dentro de mi ser
Puedo temer, pero no huiré
En la fuerza de mi protector
Xangô o Senhor do Bonfim
Ladrillo por ladrillo lo haré
Y que el destino venga a mí
Escrita por: Danilo Cutrim / Nicolas Christ / Pedro Lobo / Vitor Isensee