Giramundo
Eu peço a bênção
E me benzo
Passo jasmim com volúpia no umbigo
Marcando a página
Canto sem encanto
O ponto risca, embaraça
No tablado breu queimando sem fumaça
Puxo os traços, sem atraso e de graça
Caminho sem alvoroço
Patuá pendurado no pescoço
Alvorada vou beber
Eu sou de encanto
Sou de manto
Sou do mato, sou do mundo
Eu sou giramundo
Eu sou de encanto
Sou de manto
Sou do mato, sou do mundo
Eu sou giramundo
Eu sou de encanto
Sou de manto
Sou do mato, sou do mundo
Eu sou giramundo
Eu sou de encanto
Sou de manto
Sou do mato, sou do mundo
Eu sou giramundo
Giramundo
Pido la bendición
Y me persigno
Paso jazmín con lujuria en el ombligo
Marcando la página
Canto sin encanto
El lápiz traza, enreda
En el escenario negro ardiendo sin humo
Trazo las líneas, sin retraso y con gracia
Camino sin alboroto
Amuleto colgado en el cuello
Al amanecer voy a beber
Soy de encanto
Soy de manto
Soy del monte, soy del mundo
Soy giramundo
Soy de encanto
Soy de manto
Soy del monte, soy del mundo
Soy giramundo
Soy de encanto
Soy de manto
Soy del monte, soy del mundo
Soy giramundo
Soy de encanto
Soy de manto
Soy del monte, soy del mundo
Soy giramundo
Escrita por: Alan Flexa / Rafael Senra