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Razones para beber

Bruno Costa e Adriano

Motivos Pra Beber

Me de motivos pra beber
Que eu bebe mesmo, eu bebo mesmo
Se a vida me traz problemas
Não vou ficar sofrendo

Me de motivos pra beber
Que eu bebo mesmo, eu bebo mesmo
Se não achar o rumo de casa tomo outra bem gelada
Tô nem ai eu bebo mesmo

Recebi o meu salário, veja que situação
Achei que tava muito pouco fui reclamar com o patrão
Me disse senta e fica a vontade queria mesmo lhe falar
A firma tá mal da pernas, tenho que te dispensar

Fui ao supermercado fazer a compra do mês
Já com a pulga atrás da orelha ia chegando a minha vez
Olhei na telinha do caixa já passava dos quinhentos
Seu cartão foi recusado, meu senhor eu lamento

Se a coisa tava ruim ainda podia piorar
Dirigindo meu fusca velho a policia quis me parar
Pediu os meus documentos já me deu uma tremedeira
Apreendeu o meu pau veio mais sete pontos na carteira

Voltando de a pé pra casa tava longe pra cassete
Um boy num carro importado parecendo um foguete
Quase me atropelo, ainda disse que eu estava errado
Me deu três tapas uma bicuda
E ainda me chamou de veado

Razones para beber

Dame razones para beber
Que si bebo de verdad, bebo de verdad
Si la vida me trae problemas
No me quedaré sufriendo

Dame razones para beber
Que si bebo de verdad, bebo de verdad
Si no encuentro el camino a casa, tomo otra bien helada
No me importa, bebo de verdad

Recibí mi salario, mira qué situación
Pensé que era muy poco y fui a quejarme con el jefe
Me dijo 'siéntate y siéntete cómodo', quería decirte algo
La empresa está mal, tengo que despedirte

Fui al supermercado a hacer la compra del mes
Ya con la mosca detrás de la oreja, era mi turno
Miré en la pantalla del cajero, ya pasaba de los quinientos
Tu tarjeta fue rechazada, lo siento señor

Si las cosas estaban mal, aún podían empeorar
Manejando mi viejo fusca, la policía quiso detenerme
Pidió mis documentos y me puse nervioso
Me confiscaron la licencia, sumando siete puntos más

Caminando de regreso a casa, estaba lejos como la mierda
Un chico en un auto importado que parecía un cohete
Casi me atropella, y aún dijo que yo estaba equivocado
Me dio tres cachetadas, una patada
Y aún me llamó maricón

Escrita por: Adriano Confort