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Às Vezes eu Erro

Bruno Darko

Por onde eu começo?
Penso no Paraíso enquanto ainda peco
Eu quero só o melhor fim pra mim
Sem tormento eterno, eu nem sou tão ruim assim

Vou sair, fazer uma caminhada
Mas eu tô igual Ramirez, só ando de madrugada
A calada é a noite e não a voz
Que suspira: Vamos ficar só entre nós

E eu odeio lá fora
Sozinho ninguém me julga e minha mente decola
Eu preciso me encontrar, porque tá foda
Mesmo sendo coelho e não cartola

Dando conselhos que eu queria ouvir (pois é)
Ainda tá cedo e eu já tô atrasado
Vou tentar ir pro Céu ou pro Inferno, só sair daqui (só)
Mas antes acho que preciso fumar um baseado

Acordei e eu já tô cansado
Eu vou falar com minha mina, mas lembrei
Tô bloqueado
Borra a maquiagem do palhaço (hahahahaha)
Com uma anja e uma diaba no meu lado

O certo e o errado andando de mão dada
Brutalismo dentro do conto de fada'
Eu sei, vai dar errado, eu lembro do passado
Não sou eu, mano, é essa voz que não se cala, não

Não entendi o final da piada
Mas eu vou rir pra acabar com a conversa e ir pra minha casa
Mano, quando que esse mundo acaba?
Ou será que já acabou e eu que tava desligado? (Não)

Personalidade antissocial
Anti quase tudo, quase tudo é igual
Dentro da redoma, com a Sylvia Plath
E um copo de vinho, esperando o final

Escrita por: Bruno Darko, Piádodiabo