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Un Segundo

Bruno Ribeiro Marques

Há Um Segundo

Há um segundo, há pouco tempo
Você ainda estava aqui
Queria tanto ter lhe falado
O que eu também queria ouvir
Mas de repente, você foi embora
Dizendo “é hora de partir”
Mas eu te encontro, e não demora
Ainda te vejo por aí
Ando calado e de baixo astral
Saudade assim não sei se é normal
Você foi embora, e eu morrendo de frio
E me abraço agora com o seu vazio

Te armaram cercos de falsidade
Te alimentaram os dragões
Desembrulharam toda a maldade
E a injetaram em seus pulmões
Há um segundo, há pouco tempo
Me lembro de te ver sorrir
Não se importava se precisasse
De alguns remédios pra dormir
Ando calado e de baixo astral
Saudade assim não sei se é normal
Você foi embora, e eu morrendo de frio
E me abraço agora com o seu vazio

Não sei se fumo, não sei se peço
Um drink ou um trago, tanto faz
Subterfúgios
Eu te confesso:
A vida vai e não volta mais
Há um segundo, há pouco tempo
Fechei meus olhos pra te ver
No canto escuro do pensamento
Você não vai se esconder
Você foi embora, e eu morrendo de frio
E me abraço agora com o seu vazio

Un Segundo

Hace un segundo, hace poco tiempo
Todavía estabas aquí
Quería tanto haberte dicho
Lo que también quería escuchar
Pero de repente, te fuiste
Diciendo 'es hora de partir'
Pero te encuentro, y no tarda
Todavía te veo por ahí
Ando callado y deprimido
La añoranza así no sé si es normal
Te fuiste, y yo muriéndome de frío
Y me abrazo ahora con tu vacío

Te armaron cercos de falsedad
Te alimentaron los dragones
Desenvolvieron toda la maldad
Y la inyectaron en tus pulmones
Hace un segundo, hace poco tiempo
Recuerdo verte sonreír
No le importaba si necesitaba
Algunos remedios para dormir
Ando callado y deprimido
La añoranza así no sé si es normal
Te fuiste, y yo muriéndome de frío
Y me abrazo ahora con tu vacío

No sé si fumo, no sé si pido
Un trago o un trago, da igual
Subterfugios
Te confieso:
La vida va y no vuelve más
Hace un segundo, hace poco tiempo
Cerré mis ojos para verte
En el rincón oscuro del pensamiento
No te vas a esconder
Te fuiste, y yo muriéndome de frío
Y me abrazo ahora con tu vacío

Escrita por: Bruno Ribeiro Marques