Saudade da Minha Terra (part. Ricardo Pereira)
De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar?
Adeus, paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão, eu quero voltar
Ver a madrugada, quando a passarada
Fazendo alvorada, começa a cantar
Com satisfação, arreio o burrão
Cortando estradão, saio a galopar
E vou escutando o gado berrando
Sabiá cantando no jequitibá
Por Nossa Senhora, meu sertão querido
Vivo arrependido por ter te deixado
Esta nova vida aqui na cidade
De tanta saudade, eu tenho chorado
Aqui tem alguém, diz que me quer bem
Mas não me convém, eu tenho pensado
Eu digo com pena, mas esta morena
Não sabe o sistema que eu fui criado
Tô aqui cantando, de longe escutando
Alguém está chorando com o rádio ligado
Que saudade imensa do campo e do mato
Do manso regato que corta as campinas
Aos domingos ia passear de canoa
Nas lindas lagoas de águas cristalinas
Que doce lembrança daquelas festanças
Onde tinham danças e lindas meninas
Eu vivo hoje em dia sem ter alegria
O mundo judia, mas também ensina
Estou contrariado, mas não derrotado
Eu sou bem guiado pelas mãos divinas
Pra minha mãezinha já telegrafei
E já me cansei de tanto sofrer
Nesta madrugada, estarei de partida
Pra terra querida que me viu nascer
Já ouço, sonhando, o galo cantando
O inhambu piando no escurecer
A Lua prateada clareando a estrada
A relva molhada desde o anoitecer
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero morrer
Nostalgia de Mi Tierra (part. Ricardo Pereira)
¿De qué me sirve vivir en la ciudad
Si la felicidad no me acompaña?
Adiós, paulistinha de mi corazón
Quiero volver a mi tierra, a mi sierra
Ver el amanecer, cuando los pájaros
Haciendo alborada, empiezan a cantar
Con satisfacción, ensillo mi burro
Cortando el camino, salgo a galopar
Y voy escuchando el ganado mugiendo
Sabiá cantando en el jequitibá
Por Nuestra Señora, mi querido sertão
Vivo arrepentido por haberte dejado
Esta nueva vida aquí en la ciudad
De tanta nostalgia, he estado llorando
Aquí hay alguien, dice que me quiere bien
Pero no me conviene, lo he estado pensando
Lo digo con pena, pero esta morena
No sabe el sistema en que fui criado
Estoy aquí cantando, de lejos escuchando
Alguien está llorando con la radio encendida
Qué inmensa nostalgia del campo y del monte
Del suave arroyo que corta las llanuras
Los domingos iba a pasear en canoa
En las lindas lagunas de aguas cristalinas
Qué dulce recuerdo de aquellas fiestas
Donde había bailes y lindas chicas
Hoy en día vivo sin tener alegría
El mundo me maltrata, pero también enseña
Estoy contrariado, pero no derrotado
Soy bien guiado por manos divinas
Para mi mamita ya telegrafié
Y ya me cansé de tanto sufrir
Esta madrugada, estaré de partida
Hacia la tierra querida que me vio nacer
Ya escucho, soñando, el gallo cantando
El inhambu piando al oscurecer
La Luna plateada iluminando el camino
La hierba mojada desde el anochecer
Necesito ir para ver todo allí
Fue allí donde nací, allí quiero morir
Escrita por: Goia, Belmonte