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Pontal

Cabruêra

Pontal

Eu sou do Pontal
Quero terra pra trabalhar
Eu sou lá do Eldourado
Eu sou do nordeste
Fui em purrado pro norte
Atrás de uma borracha
Eu fui parar na grande mata
Hoje eles nos matam
Mas já usaram nossos braços
Um dia terei terra
Mas ela já não servirá
Estará na minha boca
Não haverá como plantar
Ao invés de eu ganhá-la
Ela é quem me ganhará
Minha nuca é o alvo
Preferido dos jagunços
Falam em reforma agrária
Mas só vejo latifundio

Pontal

Soy del Pontal
Quiero tierra para trabajar
Soy de Eldorado
Soy del noreste
Fui empujado hacia el norte
Buscando caucho
Terminé en la gran selva
Hoy nos matan
Pero ya usaron nuestros brazos
Un día tendré tierra
Pero ya no será útil
Estará en mi boca
No podré plantar
En lugar de ganarla
Será ella quien me gane
Mi nuca es el blanco
Preferido de los pistoleros
Hablan de reforma agraria
Pero solo veo latifundio

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