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Paracaídas

Caio Castelo

Paraquedas

Pra quê me falar em mudança
Se tudo torna a voltar
Tornando ciranda essa dança
Que nunca aconteceu?

Pra quê vou forçar a esperança
Se tudo me faz suspeitar
Dos super heróis e da minha bonança
Que nunca me conheceu?
Afinal

Paraquedas para quê, se o ar
Paralisa a queda, faz o olhar
Cavar o céu, voar ao chão
Respirar

Paracaídas

¿Para qué hablarme de cambio
Si todo vuelve a suceder?
Convirtiendo en ronda esta danza
Que nunca ocurrió?

¿Para qué voy a forzar la esperanza
Si todo me hace sospechar
De los superhéroes y de mi bonanza
Que nunca me conoció?
Después de todo

Paracaídas, ¿para qué, si el aire
Paraliza la caída, hace que la mirada
Cave el cielo, vuele al suelo
Respirar

Escrita por: Allan Diniz / Caio Castelo / João Paulo Peixoto