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PADecimiento

Camilo Delduque

PADECIMENTO

Certo dia passei
Na porta do teu olhar
E tua boca solerte
Me convidou para entrar

Sem conhecimento
Cheiravas a leite ou a pó de cimento
Padecimento, foi o tempo por esse momento

Certo dia passei
Na porta do teu olhar
E tua boca solerte
Me convidou para entrar

Sem conhecimento
Cheiravas a leite ou a pó de cimento
Padecimento, foi o tempo por esse momento

Te abracei, te apertei
Te exprimi, te possui
Sobre o velho sofá
Me abraçavas, bailavas, fungavas
Fungavas, bailavas, na hora h

Pulei na fogueira
Deixei no teu corpo
O meu corpo sedento
Catei as fagulhas, centelhas e brasas
De contentamento

PADecimiento

Un día pasé
Por la puerta de tu mirada
Y tu boca astuta
Me invitó a entrar

Sin saberlo
Olías a leche o a polvo de cemento
Padecimiento, fue el tiempo en ese momento

Un día pasé
Por la puerta de tu mirada
Y tu boca astuta
Me invitó a entrar

Sin saberlo
Olías a leche o a polvo de cemento
Padecimiento, fue el tiempo en ese momento

Te abracé, te apreté
Te exprimí, te poseí
Sobre el viejo sofá
Me abrazabas, bailabas, olfateabas
Olfateabas, bailabas, en el momento h

Salté en la hoguera
Dejé en tu cuerpo
Mi cuerpo sediento
Recogí las chispas, destellos y brasas
De contentamiento

Escrita por: Camilo Delduque