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La Crítica

Camilo Melo

A Crítica

Você pode até falar dos meus erros
Mas não vai colar
Pareceram acertos

E não são, nunca foram, nunca serão, não...
E não são, nunca foram, nunca serão

Você pode até contar dos meus medos
Mas não vai colar
pareceram coragem

E não são, nunca foram, nunca serão, não...
E não são, nunca foram, nunca serão

Você pode até vestir minha roupa
Você pode até recitar minha poesia
Você até falar por minha boca
Mas quem sou você não será, ironia.

Você pode até me pintar de palhaço
E dizer que eu sou o que há de pior
Você pode dizer não fazer o que eu faço
Mas no meu passo você não andará melhor.

Sou pouco do que você diz
E sou mais do que você sabe
Não preciso de você
Sou meu próprio juiz.

Mas já que começou
Deixe que eu acabe.

La Crítica

Puedes hablar de mis errores
Pero no va a colar
Parecieron aciertos

Y no lo son, nunca fueron, nunca serán, no...
Y no lo son, nunca fueron, nunca serán

Puedes mencionar mis miedos
Pero no va a colar
Parecieron valentía

Y no lo son, nunca fueron, nunca serán, no...
Y no lo son, nunca fueron, nunca serán

Puedes incluso vestir mi ropa
Puedes recitar mi poesía
Incluso hablar por mi boca
Pero quién eres tú no será, ironía

Puedes pintarme de payaso
Y decir que soy lo peor
Puedes decir que no hago lo que hago
Pero en mi camino no caminarás mejor

Soy poco de lo que dices
Y soy más de lo que sabes
No te necesito
Soy mi propio juez

Pero ya que empezaste
Deja que yo termine.

Escrita por: Camilo Melo