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Martillo y yunque

Caminho das Índias (novela)

Martelo Bigorna

Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso e te confesso
Você não sabe da missa um terço

Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo

Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna

Vou certo
De estar no caminho
Desperto

Martillo y yunque

Mucho de lo que hago
No pienso, me lanzo sin compromiso
Voy a mi ritmo
Bailo, no me canso, a nadie codicio
Todo lo que te pido
Es por todo lo que hice y sé que merezco
Puedo y te confieso
Tú no sabes ni la mitad de la misa

Tanto llanto y lamento
La vida golpeándome en la cara
No ofrezco la mejilla ni una sonrisa amarilla
Dentro de mi pecho un deseo de martillo
Un anhelo de yunque

Tanto desencanto
La vida no perdona
Teniendo todo en contra y nada me perturba
Dentro de mi pecho un anhelo de martillo
Un deseo de yunque

Voy seguro
De estar en el camino
Despierto

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