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Josué

Camurça

Josué

Sou filho do mar, da renascença esquecida
Da barra do Ceará, sou cria dessa vila
Sou filho de pescador e de uma mãe por profissão
Pego onda, vendo peixe sim, senhor
O mar é minha religião
Sou homem de muita fé
No batuque fiz meu nome
Só tenho que agradecer, senhor
Sobrevivi a tanta fome
Picho vive, isso faz parte
Não condene a minha arte
Pai aos dezesseis, soube vencer
Agora resta agradecer

Ê, tempo de agradecer...

Iracema eu já conheço, dessa ponte não esqueço, pego o ar que mereço e deixo, deixo...
Pé descalço na areia, contemplando a lua cheia
Só fechar os olhos pra viver
Pedir pra acordar e agradecer

Josué

Soy hijo del mar, del renacimiento olvidado
De la barra de Ceará, soy creación de este pueblo
Soy hijo de pescador y de una madre por profesión
Surfeo, vendo pescado sí, señor
El mar es mi religión
Soy un hombre de mucha fe
En el ritmo hice mi nombre
Solo tengo que agradecer, señor
Sobreviví a tanta hambre
Picho vive, eso es parte de mí
No condenes mi arte
Padre a los dieciséis, supe vencer
Ahora solo queda agradecer

¡Eh, tiempo de agradecer...

Conozco a Iracema, no olvido este puente, tomo el aire que merezco y dejo, dejo...
Pies descalzos en la arena, contemplando la luna llena
Solo cerrar los ojos para vivir
Pedir despertar y agradecer

Escrita por: Enzo Camurça