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Contramano

Camus (vix)

Contramão

Chuta calçada de graça
Dá murro em ponta de faca
Usando a taça como cinzeiro
E uma traça como botão

Dançando de costas na contramão
Dançando de costas na contramão

Dançando
Dançando
Dançando
Dançando
Não para não

Acorda no chão da praça
E chuta a lata amaçada no chão
Suando salgado a cachaça
Usando a desgraça como isqueiro
Trocando um pé pelas duas mãos

Sorrindo sem graça na estação
Dançando de costas na contramão

Dançando
Dançando
Dançando
Dançando
Não para não

Não para, não para, não para, não para não

Contramano

Patea la acera sin razón
Da golpes en el filo de la navaja
Usando la copa como cenicero
Y una polilla como botón

Bailando de espaldas en contramano
Bailando de espaldas en contramano

Bailando
Bailando
Bailando
Bailando
No se detiene

Despierta en el suelo de la plaza
Y patea la lata abollada en el suelo
Sudando salado el aguardiente
Usando la desgracia como encendedor
Cambiando un pie por las dos manos

Sonriendo sin gracia en la estación
Bailando de espaldas en contramano

Bailando
Bailando
Bailando
Bailando
No se detiene

No se detiene, no se detiene, no se detiene, no se detiene

Escrita por: Gabriel Bebici