Sentimento e Boemia
Perdoa meu amor o egoísmo
Este ser que te ama com loucura
Eu te atirei num verdadeiro abismo
Tu que foste santa e tiveste alma pura
Sei que Deus existe e punirá este infeliz
Que te atirou no caminho da amargura
Eu que te amo sei que o mal que te fiz
Foi por amor, oh! Infeliz criatura
Irreparável foi meu tresloucado gesto
Arruinei-te a vida com a minha covardia
Todos sabem muito bem que eu não presto
Que a dor alheia sempre foi minha alegria
Não me perdoes, não mereço teu perdão
Existe outra que me deve perdoar
A ti pertence meu amor, meu coração
Mas esta outra é a dona do meu lar
Esta noite eu bebo chorando
Pra curar a minha paixão
Beberei chamando seu nome
Pra matar a minha ilusão
Chorarei por ti eternamente
Nos caminhos da vida sem luz
Deste-me em troca de um amor ardente
Esta minha tão pesada cruz
Irreparável foi meu tresloucado gesto
Arruinei-te a vida com a minha covardia
Todos sabem muito bem que eu não presto
Que a dor alheia sempre foi minha alegria
Não me perdoes, não mereço teu perdão
Existe outra que me deve perdoar
A ti pertence meu amor, meu coração
Mas esta outra é a dona do meu lar
Sentimiento y Bohemia
Perdona mi amor el egoísmo
Este ser que te ama con locura
Te arrojé a un verdadero abismo
Tú que fuiste santa y tuviste alma pura
Sé que Dios existe y castigará a este infeliz
Que te lanzó al camino de la amargura
Yo que te amo sé que el mal que te hice
Fue por amor, ¡oh! Infeliz criatura
Irreparable fue mi desquiciado gesto
Arruiné tu vida con mi cobardía
Todos saben muy bien que no valgo la pena
Que el dolor ajeno siempre fue mi alegría
No me perdones, no merezco tu perdón
Hay otra que debe perdonarme
A ti te pertenece mi amor, mi corazón
Pero esta otra es la dueña de mi hogar
Esta noche bebo llorando
Para curar mi pasión
Beberé llamando tu nombre
Para matar mi ilusión
Lloraré por ti eternamente
En los caminos de la vida sin luz
Me diste a cambio de un amor ardiente
Esta tan pesada cruz
Irreparable fue mi desquiciado gesto
Arruiné tu vida con mi cobardía
Todos saben muy bien que no valgo la pena
Que el dolor ajeno siempre fue mi alegría
No me perdones, no merezco tu perdón
Hay otra que debe perdonarme
A ti te pertenece mi amor, mi corazón
Pero esta otra es la dueña de mi hogar
Escrita por: Canario / José Ferreira De Urânia