Morro do Sossego
Ô Catirino, menino
Pombo que escapa ao morcego
Naquele ponto elevado
Seu sangue quer preservar
Ô Catirino, inquilino
Sossega lá no Sossego
Morro dos mais sossegados
Onde ele veio morar
Tô quieto, sossegado
Eu não vou mais trabalhar
Nasci pra ser humilhado
É mais negocio deitar
Vou deitar até rolar
E sonhar pra melhorar
Ninguém vai me escravizar
Sou dono e não empregado
Tenho a vida pra gastar
Não gasto, nem sou gastado
Vou me economizar
Não vou ser esvaziado
Pro meu patrão engordar
Homem não consome o homem
Morro del Sosiego
Oh Catirino, chico
Paloma que escapa al murciélago
En ese punto elevado
Quiere preservar su sangre
Oh Catirino, inquilino
Descansa allá en el Sosiego
Morro de los más tranquilos
Donde él vino a vivir
Estoy tranquilo, en paz
Ya no voy a trabajar más
Nací para ser humillado
Es mejor acostarse
Voy a acostarme hasta rodar
Y soñar para mejorar
Nadie me va a esclavizar
Soy dueño y no empleado
Tengo la vida para gastar
No gasto, ni soy gastado
Voy a ahorrarme
No voy a ser vaciado
Para que mi jefe engorde
El hombre no consume al hombre
Escrita por: Artur Poerner / Candeia