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Renovación

Candinho e Inês

Renovação

É hora de jogar as coisas velhas, fora desse quarto,
Tomar nas mãos o leme desse barco,
Sair da tempestade, pôr ordem no tempo,
Sair de contra o vento e, cheio de vontade,
Sair desses porões e cantar ao céu, de novo;
A voz já não agüenta e o peito já não cabe mais.

É hora de tomar nas mãos de novo a nossa geografia,
Pintar de liberdade o verde desse mapa,
Contar de novo a história como há muito tempo
Já não se ouve mais nem se contou verdade,
Bater na mesma nota e na mesma canção,
Cantar de braços dados, levantar a mão.

Canta, coração,
Por essa voz que canta em mim,
Esse desejo sem medida e paciência,
Quase já desesperado de esperar
Todo esse tempo e, esse grito
Sufocando a garganta sem parar.

Canta, coração,
Por essa voz que canta em mim,
E esse desejo sem medida e paciência,
Quase já desesperado de esperar
Todo esse tempo e, esse grito
Sufocado na garganta sem sair.

Renovación

Es hora de tirar las cosas viejas de esta habitación
Para tomar el timón de este barco
Sal de la tormenta, pon el tiempo en orden
Sal del viento y, lleno de voluntad
Sal de estos sótanos y canta al cielo otra vez
La voz no puede soportarlo más, y el pecho ya no cabrá

Es hora de tomar nuestra geografía
Para pintar el verde de este mapa
Contar la historia de nuevo hace mucho tiempo
Si ya no lo oyes, no dices la verdad
Golpea la misma nota y la misma canción
Cantando brazo en brazo, levantando la mano

Canta, corazón
Por esa voz que canta en mí
Este deseo sin medida y paciencia
Casi ya desesperada por esperar
Todo este tiempo y, este grito
Asfixiando su garganta sin parar

Canta, corazón
Por esa voz que canta en mí
Y este deseo sin medida y paciencia
Casi ya desesperada por esperar
Todo este tiempo y, este grito
Asfixiado en la garganta sin salir

Escrita por: Candinho