Mucho Gusto
Nací en mi patria Venezuela, sí, en el norte del sur
Al lado de Colombia, en medio del Atlántico azul
Donde los mediodías son de treinta y tres grados pa'rriba
Y las mujeres aquí 'tan más buenas que la comida
Donde un carro nuevo cuesta al menos el sueldo de diez años
Y una casa cuesta al menos el precio de cien carros
Soy de un país con miles de leyes sin aplicar
Con sesenta muertos semanal solo en la capital
Por ende, muy pocas cosas me sorprenden
Me han apunta'o en la cara pa' robarme un par de lentes
He visto policías matando gente inocente
Y he visto gente no inocente siendo presidente, ¿entiendes?
Me gusta el rap desde que tengo como once y no he podido parar desde entonces
He escrito un montón de canciones
He improvisado ebrio en callejones
Y he cantado serio ante varios cientos de seguidores
Yo he demostra'o hasta a los más conservadores
Que el rap puede ser oído por jóvenes y mayores
También que el rap no es solamen' violencia como creen
Y que a pesar que competimos buscamos un bien no un fin
Muchos me ven y creen que es cosa de muchachos
Que me drogo, que soy un bobo, que soy un borracho
Sin saber cuánto trabajo pa' pagar mi rancho
Y que me educo para ser un Don Quijote más que un Sancho
Parezco un loco respecto a la mayoría
Salgo poco, me gusta más la oscuridad que el día
Tengo mal carácter y un par de problemas psicológicos
No creo en la Biblia, sino en razonamientos lógicos
Vengo de un barrio donde a veces comía
La misma pasta todos los días, con agua a veces ni fría
Pero todavía hambre no he pasado, nada me lo han regalado
Por eso soy frío como un soldado
Actualmente hay gente que quiere firmarme
Hacer mi música bailable, tratarme como a muñeco inflable
Yo les respondo que prefiero comer un cable
Que no modificaré jamás lo que mi alma les hable
Así me tarde la mitad de mi vida y no la disfrute
Yo haré todo para que esta música consiga el respeto
Del planeta completo, porque ahora es tiempo
De implantar a punta de verso la real expresión del ghetto
Quiero hacer música, pero que no se baile
Sino que se sienta en el corazón y en el aire
Quiero morir en cada verso que escriba
Y que me devuelvan a la vida con rap y la mano arriba
No quiero dormir, no quiero ahorrar nunca mi fuerza
Ojalá se mueran todos los gobernantes que mientan
Quiero abrir las puertas del zoológico a los animales
Y encerrar allí a todos los oficiales criminales
Quiero que inventen ya la vacuna contra el racismo
Y que el planeta acepte que en el fondo to' somos lo mismo
Quiero que las municiones se conviertan en pan
Y que los superhéroes salgan de las series donde están
Yo quiero que la avaricia nunca le gane al honor
Y que la única religión en el mundo se llame amor
Hay muchas cosas que quisiera
Pero por los momentos me conformo con rapear hasta que me muera
Quiero hacer música de consciencia
Pa' esa gente que piensa
Que el rap no sirve
Yo les voy a demostrar
Lo verdadero, el son del ghetto
De este nuevo movimiento musical
Respeto pa'l rap latino les exijo aquí
De parte del campesino, Leandro en el beat
Ya que lleva tanto, ahora me toca hablar a mí
Si no me conoces investiga por ahí
Quiero hacer música, pero que no se baile
A menos que sea con el puño al aire
Samples, cajas, hihats, bases, voz
(Huadan, huadan) (Huadan, huadan)
Basta del irrespeto de racistas extranjeros
(Huadan, huadan) (Huadan, huadan)
Ya basta de que piensen que es delincuente el rapero
Mucho gusto a los presentes, mi nombre es Can
De Venezuela exactamente
Del país donde nació Lil Supa' y to'a mi gente
Donde el grupo Bas. Y. Co también es residente
Del país donde te pueden plomear de repente
Quiero hacer música, pero que no se baile
(A menos que sea moviendo el cuello)
Quiero hacer música, pero que no se baile
(A menos que sea doblando el ceño)
Mucho gusto a los presentes, mi nombre es Can
Mucho gusto a los presentes, mi nombre es Can
Mucho gusto a los presentes, mi nombre es Can
Muito prazer
Nasci na minha terra natal, Venezuela, sim, no norte do sul
Ao lado da Colômbia, no meio do Atlântico azul
Onde o meio-dia está trinta e três graus acima
E as mulheres aqui são tão mais legais que a comida
Onde um carro novo custa pelo menos dez anos de salário
E uma casa custa pelo menos o preço de cem carros
Venho de um país com milhares de leis não cumpridas
Com sessenta mortes semanais só na capital
Portanto, poucas coisas me surpreendem
Eles apontaram na minha cara para roubar um par de óculos
Eu vi a polícia matando pessoas inocentes
E não vi pessoas inocentes sendo presidentes, entende?
Gosto de rap desde os onze anos e não consigo parar desde então
Eu escrevi muitas músicas
Eu improvisei bêbado em becos
E eu cantei seriamente para centenas de seguidores
Eu mostrei até mesmo aos mais conservadores
Esse rap pode ser ouvido por jovens e velhos
Além disso, o rap não é apenas violência como eles acreditam
E mesmo competindo, buscamos um bem, não um fim
Muitos me veem e acham que é coisa de menino
Que eu uso drogas, que sou um tolo, que sou um bêbado
Sem saber quanto trabalho para pagar meu rancho
E que eu me eduque para ser mais um Dom Quixote que um Sancho
Eu pareço louco para a maioria
Saio pouco, gosto mais da escuridão do que do dia
Eu tenho um mau caráter e alguns problemas psicológicos
Não acredito na Bíblia, mas sim no raciocínio lógico
Venho de um bairro onde às vezes comia
A mesma massa todos os dias, com água às vezes nem fria
Mas ainda não tive fome, não me deram nada
É por isso que estou com frio como um soldado
Atualmente há pessoas que querem me contratar
Faça minha música dançante, me trate como uma boneca inflável
Eu respondo que prefiro comer cabo
Que nunca modificarei o que minha alma fala com você
Então, levei metade da minha vida e não gostei
Farei de tudo para que essa música seja respeitada
De todo o planeta, porque agora é a hora
Implementar em verso a verdadeira expressão do gueto
Eu quero fazer música, mas não dance
Mas fica no coração e no ar
Eu quero morrer em cada verso que escrevo
E me traga de volta à vida com rap e minha mão levantada
Eu não quero dormir, eu nunca quero economizar minhas forças
Espero que todos os governantes que mentem morram
Quero abrir as portas do zoológico para os animais
E prenda todos os criminosos lá
Quero que inventem a vacina contra o racismo agora
E que o planeta aceite que no fundo somos todos iguais
Quero que a munição vire pão
E que os super-heróis saiam da série onde estão
Eu quero que a ganância nunca vença a honra
E que a única religião do mundo se chama amor
Há muitas coisas que eu gostaria
Mas por enquanto estou contente em fazer rap até morrer
Eu quero fazer música de consciência
Para aquelas pessoas que pensam
Esse rap é inútil
Eu vou te mostrar
A coisa real, o som do gueto
Deste novo movimento musical
Exijo respeito pelo rap latino aqui
Em nome do camponês, Leandro na batida
Como já faz tanto tempo, agora é a minha vez de falar
Se você não me conhece, faça sua pesquisa lá
Eu quero fazer música, mas não dance
A menos que seja com o punho no ar
Samples, caixas, hihats, bases, vocais
(Huadan, Huadan) (Huadan, Huadan)
Chega de desrespeito aos racistas estrangeiros
(Huadan, Huadan) (Huadan, Huadan)
Chega deles pensando que o rapper é um criminoso
Prazer em conhecer os presentes, meu nome é Can
Da Venezuela exatamente
Do país onde Lil Supa' e todo o meu povo nasceram
Onde o grupo Bas. Y. Co também é residente
Do país onde de repente eles podem te sondar
Eu quero fazer música, mas não dance
(A menos que esteja movendo seu pescoço)
Eu quero fazer música, mas não dance
(A menos que esteja dobrando sua sobrancelha)
Prazer em conhecer os presentes, meu nome é Can
Prazer em conhecer os presentes, meu nome é Can
Prazer em conhecer os presentes, meu nome é Can