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Margarrua

Capitães d'Areia

Margarrua

Minha noite passa
O sol é dominio
Junto com ele a minha paz pra sobreviver

Meu dia passa
Junto com o sino, devo voltar pro sinal se eu quiser comer
A rua fica a me esperar
E eu nunca sei se eu vou ou não voltar

Lararara..

No seu jornal eu sou taxado de ladrão
Mais um trocado e eu já entro pro sistema
Um malabares pra chamar sua atenção
Seu sentimento por aqui se resume a pena
Te resume apenas.

Ô, minha noite passa
O sol é dominio
Devo voltar pro sinal se eu quiser comer
E aqui, toda a minha voz se encontra
Todo o meu fel desencontra, larara

Menos que o dito cujo, coitado ou vagabundo
Camuflado em meio a resto, traça e fungo
Vítima da miséria, ignorância de terceiro mundo
Nunca dentro do assunto
Em caso por acaso, fé sem religião
Tatuado no peito: aqui jaz um coração
Na rua busca uma mesma rota, uma nova direção.

Margarrua

Mi noche pasa
El sol es dominio
Junto con él mi paz para sobrevivir

Mi día pasa
Junto con la campana, debo regresar al semáforo si quiero comer
La calle me espera
Y nunca sé si voy a regresar o no

Lararara..

En tu periódico soy etiquetado como ladrón
Un poco de dinero y ya entro en el sistema
Un malabarismo para llamar tu atención
Tu sentimiento aquí se reduce a lástima
Te reduce solamente.

Oh, mi noche pasa
El sol es dominio
Debo regresar al semáforo si quiero comer
Y aquí, toda mi voz se encuentra
Todo mi veneno se desvanece, larara

Menos que el mencionado, pobre o vago
Camuflado entre restos, polilla y hongo
Víctima de la miseria, ignorancia del tercer mundo
Nunca dentro del tema
En caso por casualidad, fe sin religión
Tatuado en el pecho: aquí yace un corazón
En la calle busca una misma ruta, una nueva dirección.

Escrita por: Agno César