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Cãoera

Boi Caprichoso

Cãoera

O misterioso luar escarlate desperta
Das cavas sombrias
Senhores das nuvens sedentos por sangue
Ruflam suas asas nas brisas

Na sombra dos vales as brumas vagueiam
O ente da gruta oculta
É a hora soturna de aterrorizar
É homem, é fera, é criatura das trevas
Com o machado de pedra pra guerra
Na espreita obscura vai te devorar

Maculados, muras condenados
O sangue que corre em tuas veias é saciado
Por vampiros da noite, vis morcegos caçadores
Voam, revoam no manto das sombras
Voam, revoam com a fera medonha
Voam, revoam, vis morcegos caçadores

Xamã, o teu canto devoto
Evoca o nascente pra expulsar

Cãoera, cãoera arde
Cãoera, cãoera foge
Cãoera, cãoera queima
Pajé feiticeiro da taba ordena

Cãoera

El misterioso resplandor escarlata despierta
De las cuevas sombrías
Señores de las nubes sedientos de sangre
Agitan sus alas en las brisas

En la sombra de los valles las brumas vagan
El ser de la gruta oculta
Es la hora sombría de aterrorizar
Es hombre, es fiera, es criatura de las tinieblas
Con el hacha de piedra para la guerra
Al acecho oscuro te devorará

Manchados, muros condenados
La sangre que corre por tus venas es saciada
Por vampiros de la noche, viscosos murciélagos cazadores
Vuelan, revuelan en el manto de las sombras
Vuelan, revuelan con la fiera espantosa
Vuelan, revuelan, viscosos murciélagos cazadores

Chamán, tu canto devoto
Evoca el naciente para expulsar

Cãoera, cãoera arde
Cãoera, cãoera huye
Cãoera, cãoera quema
Pajé hechicero de la tribu ordena

Escrita por: Elton Cabral / Fellipe Cid / Mayra Cavalcante