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Pobre Rapaz

Carandina

Pobre Rapaz

Pobre rapaz que não sabe o que sente
Cansado de ser inocente
A seus próprios olhos
Tenta fugir do que é
Tenta correr do que sabe que quer

Pobre rapaz, você é
A própria mentira que não se destrói
Pobre rapaz, você é
Um retrato que não se constrói

E nos lugares que sempre frequenta
Você nunca aparenta estar preocupado
Sempre um amor a seu lado
Que te arrasta pro que não está
Em sua boca, um gosto
Que nunca soube provar

Pobre rapaz, você é
Uma peça que não se refaz

Tento fingir que não te conheço
Mas pago o preço da minha ingratidão
Chego a pensar que não te mereço
Mas me esqueço, eu nunca lhe disse não

Pobre rapaz, você é
A própria mentira que não se destrói
Pobre rapaz, você é
Um retrato que não se constrói

Pobre rapaz, você é
A própria mentira que não se desfaz
Pobre rapaz, você é
O próprio rapaz que te olha
E disfarça que não quer olhar

Pobre Rapaz

Pobre muchacho que no sabe lo que siente
Cansado de ser inocente
A sus propios ojos
Intenta huir de lo que es
Intenta correr de lo que sabe que quiere

Pobre muchacho, eres
La propia mentira que no se destruye
Pobre muchacho, eres
Un retrato que no se construye

Y en los lugares que siempre frecuenta
Nunca aparentas estar preocupado
Siempre un amor a tu lado
Que te arrastra a lo que no está
En tu boca, un sabor
Que nunca supo probar

Pobre muchacho, eres
Una pieza que no se rehace

Intento fingir que no te conozco
Pero pago el precio de mi ingratitud
Llego a pensar que no te merezco
Pero me olvido, nunca te dije que no

Pobre muchacho, eres
La propia mentira que no se destruye
Pobre muchacho, eres
Un retrato que no se construye

Pobre muchacho, eres
La propia mentira que no se deshace
Pobre muchacho, eres
El propio muchacho que te mira
Y disimula que no quiere mirar

Escrita por: Carandina