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Errante

Carla Quadros

Andarlho

Esse trem que eu não sei onde vai dar
Andarilho me perdi entre caminhos que nem sei
E vejo o mundo ir passando na janela do vagão
Vejo o tempo me estranhando e tirando a direção
Mas tenho os olhos bem além desse horizonte

E me sinto tão sozinha
Vulnerável, visceral, ver-te verdes em ventania
Na madrugada marginal, manifesto melancolia
E eu queria um lugar no fim do mundo pra sumir
Cada instante de segundo em que eu vivi
À procura dos meus sonhos
Dos amores que eu senti
Das burradas e cicatrizes
Que ainda estão por vir
Passam trilhos e mais trilhos
E eu querendo muito mais do que esse infinito possa dar

Errante

Este tren que no sé a dónde va a parar
Errante me perdí entre caminos que ni siquiera conozco
Y veo el mundo pasar por la ventana del vagón
Veo el tiempo extrañándome y quitándome la dirección
Pero tengo los ojos mucho más allá de este horizonte

Y me siento tan sola
Vulnerable, visceral, verte verde en la ventisca
En la madrugada marginal, manifiesto melancolía
Y yo quería un lugar en el fin del mundo para desaparecer
Cada instante de segundo en que viví
Buscando mis sueños
Los amores que sentí
Las tonterías y cicatrices
Que aún están por venir
Pasando rieles y más rieles
Y yo queriendo mucho más de lo que este infinito pueda dar

Escrita por: Carla Quadros