395px

Rasgué tu retrato

Carlos Alberto

Rasguei o Teu Retrato

Tu disseste em juramento
Entre o véu do esquecimento
Que o meu nome é uma visão
Tu tiveste a impiedade

De sorrir desta saudade
Que me mata o coração
Se um retrato tu me deste
Foi zombando, tu disseste

Do amor que te ofertei
E eu em lágrimas desfeito
Quantas vezes junto ao peito
Teu retrato conservei

Eu sei também, ser ingrato
Meu coração, bem vê, já não te quer
Eu ontem rasguei o teu retrato
Ajoelhado aos pés de outra mulher

Eu que tanto te queria
Eu que tive a covardia
De chorar, esse amargor
Trago aqui despedaçado

O teu retrato, pois vingado
Hoje está, o meu amor
As sentenças são extremas
Faça o mesmo aos meus poemas

Rasgue os versos que te fiz
Não te comova, o meu pranto
Pois quem te amou tanto, tanto
Foi um doido, um infeliz

Rasgué tu retrato

Tú dijiste en juramento
Entre el velo del olvido
Que mi nombre es una visión
Fuiste despiadada

Al sonreír ante esta añoranza
Que me destroza el corazón
Si me diste un retrato
Fue burlándote, dijiste

Del amor que te ofrecí
Y yo deshecho en lágrimas
Cuántas veces junto al pecho
Tu retrato conservé

También sé ser ingrato
Mi corazón, bien ve, ya no te quiere
Ayer rasgué tu retrato
Arrodillado ante los pies de otra mujer

Yo que tanto te quería
Yo que tuve la cobardía
De llorar, esa amargura
Aquí traigo destrozado

Tu retrato, pues vengado
Hoy está, mi amor
Las sentencias son extremas
Haz lo mismo con mis poemas

Rasga los versos que te hice
No te conmuevas, mi llanto
Pues quien te amó tanto, tanto
Fue un loco, un desdichado

Escrita por: Cândido das Neves