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Cambalacheiro

Carlos De Souza

Cambalacheiro

Não me venha me dar esculacho
Só no cambalacho que vou me dar bem
Não nasci pra operário
Nem trabalho pra ninguém

Vou de marola cantando e a vida levando sem me preocupar
Sou um malandro perfeito e tenho meu conceito em qualquer lugar
E no final de semana um sol bem bacana vem me bronzear
Vou para Copacabana tirar uma onda na beira do mar

Não me venha me dar esculacho
Só no cambalacho que vou me dar bem
Não nasci pra operário
Nem trabalho pra ninguém

A minha nêga estela vou lá na favela pra lhe namorar
Bem no meio do romance eu deixo a nêga para ir jogar
Ela porém me reclama
Sei que não tenho razão
Porque também estou querendo estourar a boca do balão...

Não me venha me dar esculacho
Só no cambalacho que vou me dar bem
Não nasci pra operário
Nem trabalho pra ninguém

Cambalacheiro

No vengas a darme problemas
Solo en el cambalache es donde me va bien
No nací para ser obrero
Ni trabajar para nadie

Navego tranquilo cantando y llevando la vida sin preocuparme
Soy un pillo perfecto y tengo mi propio concepto en cualquier lugar
Y los fines de semana un sol muy agradable viene a broncearme
Voy a Copacabana a relajarme en la orilla del mar

No vengas a darme problemas
Solo en el cambalache es donde me va bien
No nací para ser obrero
Ni trabajar para nadie

A mi negra Estela la visito en la favela para cortejarla
Justo en medio del romance la dejo para ir a jugar
Ella sin embargo se queja
Sé que no tengo razón
Porque también quiero explotar el globo...

No vengas a darme problemas
Solo en el cambalache es donde me va bien
No nací para ser obrero
Ni trabajar para nadie

Escrita por: Toninho Geraes