Casa de Caboclo
Vancê tá vendo essa casinha simplesinha
Toda branca de sapê
Diz que ela véve no abandono não tem dono
E se tem ninguém não vê
Uma roseira cobre a banda da varanda
E num pé de cambuçá
Quando o dia se alevanta Virge Santa
Fica assim de sabiá
Deixa falá toda essa gente maldizente
Bem que tem um moradô
Sabe quem mora dentro dela Zé Gazela
O maió dos cantadô
Quando Gazela viu siá Rita tão bonita
Pôs a mão no coração
Ela pegou não disse nada deu risada
Pondo os oinhos no chão
E se casaram, mas um dia, que agonia
Quando em casa ele voltou
Zé Gazela via siá Rita muito aflita
Tava lá Mané Sinhô
Tem duas cruz entrelaçadas bem na estrada
Escrevero por detrás:
"Numa casa de caboclo um é pouco
Dois é bom, três é demais"
Casa de Caboclo
¿Ves esa casita sencilla?
Toda blanca de paja
Dicen que está abandonada, sin dueño
Y si lo tiene, nadie lo ve
Una enredadera cubre el borde del balcón
Y en un árbol de guayaba
Cuando amanece, Virgen Santa
Se llena de pájaros
Deja hablar a toda esa gente malhablada
Sabe que tiene un habitante
¿Sabes quién vive dentro? Zé Gazela
El mejor de los cantantes
Cuando Gazela vio a Rita tan bonita
Se llevó la mano al corazón
Ella no dijo nada, solo rió
Bajando los ojos al suelo
Se casaron, pero un día, qué agonía
Cuando él regresó a casa
Zé Gazela vio a Rita muy afligida
Estaba allí Mané Sinhô
Hay dos cruces entrelazadas en el camino
Escribieron detrás:
'En una casa de campesino, uno es poco
Dos es bueno, tres son demasiados'
Escrita por: C. Gonzaga / Heckel Tavares / Luiz Peixoto