Rugas
Se eu for pensar muito na vida
Morro cedo, amor.
Meu peito é forte,
Nele tenho acumulado tanta dor.
As rugas fizeram residência no meu rosto
Não choro pra ninguém
Me ver sofrer de desgosto.
Eu que sempre soube
Esconder a minha mágoa.
Nunca ninguém me viu
Com os olhos rasos d'água.
Finjo-me alegre
Pro meu pranto ninguém ver.
Feliz aquele que sabe sofrer.
Arrugas
Si pienso demasiado en la vida
Muero temprano, amor.
Mi pecho es fuerte,
En él he acumulado tanto dolor.
Las arrugas han hecho su hogar en mi rostro
No lloro ante nadie
Viéndome sufrir de desdicha.
Yo que siempre supe
Ocultar mi dolor.
Nunca nadie me ha visto
Con los ojos llenos de lágrimas.
Fingo estar alegre
Para que nadie vea mi llanto.
Feliz aquel que sabe sufrir.
Escrita por: Ari Monteiro / Augusto Garcez / Nelson Cavaquinho