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Andorinhas

Carlos Gardel

Golondrinas

Golondrinas de un solo verano
Con ansias constantes de cielos lejanos
Alma criolla, errante y viajera
Querer detenerla es una quimera

Golondrinas con fiebre en las alas
Peregrinas borrachas de emoción
Siempre sueña con otros caminos
La brújula loca de tu corazón

Criollita de mi pueblo, pebeta de mi barrio
La golondrina un día su vuelo detendrá
No habrá nube en sus ojos de vagas lejanías
Y en tus brazos amantes su nido construirá

Su anhelo de distancias se aquietará en tu boca
Con la dulce fragancia de tu viejo querer
Criollita de mi pueblo, pebeta de mi barrio
Con las alas plegadas también yo he de volver

En tus rutas que cruzan los mares
Florece una estela azul de cantares
Y al conjuro de nuevos paisajes
Suena intensamente tu claro cordaje

Con tu dulce sembrar de armonías
Tierras lejanas te vieron pasar
Otras lunas siguieron tus huellas
Tu solo destino es siempre volar

Andorinhas

Andorinhas de um só verão
com desejos constantes de céus longínquos...
Alma crioula, errante e viajante,
Querer deter-la é uma quimera.

Andorinhas com febre nas asas,
peregrinas bêbadas de emoção.
Sempre sonham com outros caminhos
A bússola louca de seu coração.

Crioulinha do meu povo, menina do meu bairro,
a andorinha um dia seu voo deterá;
Não haverá nuvem em seus olhos de vagas distâncias.
e em seus braços amantes seu ninho construirá.

Seu desejo de distâncias se aquietará em sua boca,
Com a doce fragrância de seu velho querer.
Crioulinha do meu povo, menina do meu bairro,
Com as asas pregadas também eu voltarei.

Em suas rotas que cruzam os mares,
floresce um rastro azul de cantares.
E a magia de novas paisagens,
Soa intensamente seu claro cordame.

Com seu doce plantio de harmonias,
terras longínquas viram você passar.
Outras luas seguiram seus vestígios,
teu único destino é sempre voar.

Escrita por: Alfredo Le Pera / Carlos Gardel