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Serenata

Carlos José

Serenata

Lá, rá, rá, rá, rá, rá,
Lá, rá, rá, rá, rá, rá
Lá, rá, rá, rá, rá, ri
La, ri, lá, rá

Dorme fecha este olhar entardecente
Não me escutes nostálgico a cantar
Pois não sei se feliz ou infelizmente
Não me é dado beijando te acordar

Dorme deixa os meus cantos delirantes
Dorme que eu olho o céu a contemplar

A lua que procura diamantes
Para o teu lindo sonho ornamentar

Na serpente de seda dos teus braços
Alguém dorme ditoso sem saber
Que eu vivo a padecer
E o meu coração feito em pedaços
Vai sorrindo ao teu amor
Mascarado desta dor
No teu quarto de sonho e de perfume

Onde vive a sorrir teu coração
Que é teatro da ilusão

Dorme junto a teus pés
O meu ciúme
Enjeitado e faminto
Como um cão

Serenata

Lá, rá, rá, rá, rá, rá,
Lá, rá, rá, rá, rá, rá
Lá, rá, rá, rá, rá, ri
La, ri, lá, rá

Duerme, cierra este mirar al atardecer
No me escuches nostálgico cantar
Pues no sé si feliz o desafortunadamente
No se me permite despertarte con un beso

Duerme, deja mis cantos delirantes
Duerme mientras contemplo el cielo

La luna que busca diamantes
Para adornar tu hermoso sueño

En la serpiente de seda de tus brazos
Alguien duerme dichoso sin saber
Que yo vivo sufriendo
Y mi corazón hecho pedazos
Sonríe a tu amor
Disfrazado de este dolor
En tu habitación de sueños y perfume

Donde vive sonriendo tu corazón
Que es teatro de la ilusión

Duerme junto a tus pies
Mi celos
Abandonado y hambriento
Como un perro

Escrita por: Silvio Caldas, Orestes Barbosa