E desafia a própria morte
Esse amor é bem mais forte
Do que fogo de queimar
(Quando é, quando não é)
É a ponta do caminho
Quando fere é o espinho
É o começo do sonhar
(Quando é que o rio corre?)
É a flor da bonina
É o raso da catarina
É o brilho do luar
(Quando é, quando não é)
É o rio São Francisco
É o raio do Corisco
É o sol da lumiar
(Quando é, quando não é)
É o sem fim que não se sabe
É a morte que renasce
É a lei de não mandar
(Quando é que o rio corre?)
Desafia a própria sina
E este amor só é de rima
Quando há outro pra rimar
(Quando é, quando não é)
Uma incelença
Dizendo que hora é hora
(Quando é que o rio corre?)
Ajude os carregador
Que o povo quer ir embora
(Quando é, quando não é)
Uma incelença
Dizendo que hora é hora
(Quando é que o rio corre?)
Ajude os carregador
Que o povo quer ir embora
(Quando é, quando não é)
(Uma incelença)
Nos caminho do São Francisco
(Dizendo que hora é hora)
Nunca se perdeu ninguém
(Ajude os carregador)
Valei-me meu Padre Ciço
Senhora mãe das candeia, amém
(Que o povo quer ir embora)
Nas enchete do São Francisco
Sempre se perdeu alguém
Valei-me meu Padre Ciço
Senhora mãe das candeira, amém
Cantor Pedro Bandeira
Repentista do Sertão
Os distúrbios da enchente
Que dá nó no coração