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Oye, Brumpy

Carlos Roberto Rodrigues

Brumadinho

Se a floresta foi se embora
Com dúvidas e temores
Se os pássaros não se movem
Alguma coisa vai acontecer

Aí vem o lamaçal
Doente com seu ódio devorador
Tragou toda vida em volta
Matou os rios a vida submergiu

Onde estão aquelas almas
Dos corpos que sumiram
Quem me dera curar
As feridas das Minas Gerais
Só lembranças dos seus filhos
Pátria amada mãe gentil

Só corrupção vejo agora
Com muita indignação
Muitos corpos desaparecidos
Brumadinho que sumiu

Onde estão aquelas almas
Dos corpos que sumiram
Quem me dera curar
As feridas das Minas Gerais
Só lembranças dos seus filhos
Pátria amada mãe gentil

Só corrupção vejo agora
Com muita indignação
Muitos corpos desaparecidos
Brumadinho que sumiu

Oye, Brumpy

Si el bosque se ha ido
Con dudas y miedos
Si los pájaros no se mueven
Algo va a pasar

Aquí viene el barro
Enfermo de su odio devorador
Se tragó toda la vida alrededor
Mató a los ríos Vida sumergida

¿Dónde están esas almas?
De los cuerpos que desaparecieron
Ojalá pudiera sanar
Las heridas de Minas Gerais
Sólo recuerdos de tus hijos
Madre Patria querida dulce madre

Sólo la corrupción que veo ahora
Con mucha indignación
Muchos cuerpos desaparecidos
Pequeño bruminho que se ha ido

¿Dónde están esas almas?
De los cuerpos que desaparecieron
Ojalá pudiera sanar
Las heridas de Minas Gerais
Sólo recuerdos de tus hijos
Madre Patria querida dulce madre

Sólo la corrupción que veo ahora
Con mucha indignación
Muchos cuerpos desaparecidos
Pequeño bruminho que se ha ido

Escrita por: Carlos Roberto Rodrigues