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Bitácora

Carlos Sider

Diário de bordo

Chega que falem, que pensem, que digam
que sou ou que fui o que nunca serei
Chega de histórias que cantam vitórias
vãos caricatos retratos de alguém
Basta às canções que me custam fingir
Dá-me o que venha de mim

Que a minha canção mostre sempre quem sou
mesmo que mostre o que tento esconder
Que seja o retrato da transformação
que vejo Tua mão sempre em mim promover

Que a minha canção só registre onde estou
mesmo que longe ainda esteja do lar
que indique o exato, fiel posição
onde anda o barco
e o que falta a chegar

Chega de frases, de rezas perdidas
repetições que não mudam ninguém
Basta às bravatas, decretos, medidas
vãs pretensões de fazer Deus refém

Venham canções que te mostrem Senhor
e que elas brotem de mim

Bitácora

Basta de que hablen, piensen, digan
que soy o fui lo que nunca seré
Basta de historias que cantan victorias
vanos caricaturescos retratos de alguien
Basta de canciones que me cuestan fingir
Dame lo que venga de mí

Que mi canción siempre muestre quién soy
incluso si muestra lo que intento esconder
Que sea el retrato de la transformación
que veo Tu mano siempre en mí promover

Que mi canción solo registre dónde estoy
incluso si aún estoy lejos del hogar
que indique la exacta, fiel posición
donde anda el barco
y lo que falta por llegar

Basta de frases, de rezos perdidos
repeticiones que no cambian a nadie
Basta de bravuconadas, decretos, medidas
vanas pretensiones de hacer a Dios rehén

Vengan canciones que te muestren Señor
y que broten de mí

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