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Ceará-mirim

Carlos Zens

Ceará-mirim

É mais um amanhecer, é o relógio a bater
Na igreja da conceição
É o apito da usina, é o amor de uma menina
Que invade o coração

É a fumaça do engenho, é o barulho do trem
Chegando na estação
É lembrança, é saudade que eu sinto dessa cidade
Que ganhou meu coração

Ceará-mirim, ceará-mirim
É uma saudade danada
Que alugou e fez morada
E não sai de dentro de mim

É uma saudade sem fim, morando dentro de mim
Trazendo recordação
São lembranças do passado, caminhando lado a lado
Machucando o coração

É ver um amanhecer, é o relógio a bater
Na igreja da conceição
Remédio pra matar saudade é voltar pra essa cidade
De novo pisar seu chão

Ceará-mirim, ceará-mirim...

Ceará-mirim

Es otro amanecer, es el reloj que marca
En la iglesia de la concepción
Es el silbato de la fábrica, es el amor de una niña
Que invade el corazón

Es el humo del ingenio, es el ruido del tren
Llegando a la estación
Es recuerdo, es añoranza que siento de esta ciudad
Que se ganó mi corazón

Ceará-mirim, ceará-mirim
Es una nostalgia maldita
Que alquiló y se quedó
Y no se va de dentro de mí

Es una nostalgia sin fin, viviendo dentro de mí
Trae recuerdos
Son memorias del pasado, caminando lado a lado
Hiriendo el corazón

Es ver un amanecer, es el reloj que marca
En la iglesia de la concepción
Remedio para matar la añoranza es volver a esta ciudad
Pisar de nuevo su suelo

Ceará-mirim, ceará-mirim...

Escrita por: J.n. Maciel / João Amadeu