Me Dá, Me Dá
Você já sabe que o "meu" não é "nenhum"
Por isso é escusado você me pedir "algum"
Isto é feio, viver de expediente
Você não é aleijado, não é cego, nem doente
Você não tem coragem de enfrentar um batedor
E quando eu lhe vejo chego até a sentir pavor
Tenho a certeza que você vem conversar
com a velha conversa do me dá, me dá, me dá
(quatro tostões p'rá mim jantar me dá, me dá!
não dou, não dou!)
E de contar vantagem é que você nunca se cansa
Sempre com a conversa que vai receber herança
Dia p'rá dia você está se derretendo
Se a herança não vier você vai acabar morrendo
E vo-vo-você não reflete, está atrapalhado
Sempre com a mania de ser cantor de rádio
Vou lhe dar um conselho, arranje uma colocação
porque sopa de vento não é alimentação
(vá quebrar pedra na pedreira
que é bem bom p'ro seu pulmão, porque...)
Dame, Dame
Ya sabes que lo mío no es de nadie
Así que es inútil que me pidas algo
Es feo vivir de artilugios
No estás lisiado, no eres ciego ni estás enfermo
No tienes el coraje de enfrentar a un matón
Y cuando te veo, llego a sentir miedo
Estoy seguro de que vienes a hablar
con la vieja historia del dame, dame, dame
(cuatro monedas para mi cena dame, dame!
¡No doy, no doy!)
Y nunca te cansas de presumir
Siempre con la historia de que vas a heredar
Día a día te estás deshaciendo
Si la herencia no llega, terminarás muriendo
Y tú-tú-tú no reflexionas, estás confundido
Siempre con la manía de ser locutor de radio
Te daré un consejo, consigue un trabajo
porque el aire no es comida
(ve a romper piedras en la cantera
que es bueno para tus pulmones, porque...)