Delicado
Eu quando escuto o Delicado
Dá uma dor aqui do lado
Aqui no meu coração
Delicado!
E é porque o Delicado
Faz lembrar do meu passado
Faz lembrar o meu rincão
Delicado!
Ouvindo, assim, o tinguilim do nosso bandolim
E o violão, fazendo o ritmo de um bom baião
Faz acelerar minha circulação
E traz uma saudade, que é animada
Quando escuto o Delicado!
O tinguilim do bandolim
O tangolã do violão
E o xaxá do ganzá
Delicado!
Aquela rede
Que entrelaça na cabaça
Faz lembrar a batucada de lá
Delicado!
Por isso, eu vou
Pra minha terra
Para o meu lugar!
Terra que tem
Muita saudade, muito sabiá
Vem com as estrelas
E tem um céu de anil!
Tem malandro que é cabra safado
Mas que povo delicado
Que nasceu no meu Brasil!
DE-LI-CA-DO!
Zart
Wenn ich das Zarte höre
Schmerzt es hier zur Seite
In meinem Herzen
Zart!
Und das Zarte
Erinnert an meine Vergangenheit
Erinnert an meine Heimat
Zart!
Wenn ich so das Tinguilim unseres Bandolins höre
Und die Gitarre, die den Rhythmus eines schönen Baião spielt
Lässt es meinen Puls schneller schlagen
Und bringt eine Melancholie, die fröhlich ist
Wenn ich das Zarte höre!
Das Tinguilim des Bandolins
Das Tangolã der Gitarre
Und das Xaxá der Ganza
Zart!
Das Netz
Das sich in der Kalebasse verknüpft
Erinnert an das Batucada dort
Zart!
Deshalb gehe ich
In mein Heimatland
An meinen Ort!
Ein Land, das viel
Schmerz, viele Sabiá hat
Kommt mit den Sternen
Und hat einen Indigoblauen Himmel!
Es gibt Gauner, die sind schlitzohrig
Doch welches zarte Volk
Ist in meinem Brasilien geboren!
ZA-RT!
Escrita por: Waldir Azevedo, Aloysio de Oliveira