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Delicado

Carmen Miranda

Delicado

Eu quando escuto o Delicado
Dá uma dor aqui do lado
Aqui no meu coração
Delicado!

E é porque o Delicado
Faz lembrar do meu passado
Faz lembrar o meu rincão
Delicado!

Ouvindo, assim, o tinguilim do nosso bandolim
E o violão, fazendo o ritmo de um bom baião
Faz acelerar minha circulação
E traz uma saudade, que é animada
Quando escuto o Delicado!

O tinguilim do bandolim
O tangolã do violão
E o xaxá do ganzá
Delicado!

Aquela rede
Que entrelaça na cabaça
Faz lembrar a batucada de lá
Delicado!

Por isso, eu vou
Pra minha terra
Para o meu lugar!
Terra que tem
Muita saudade, muito sabiá

Vem com as estrelas
E tem um céu de anil!
Tem malandro que é cabra safado
Mas que povo delicado
Que nasceu no meu Brasil!
DE-LI-CA-DO!

Delicado

Yo cuando escucho el Delicado
Me duele aquí de un lado
Aquí en mi corazón
¡Delicado!

Y es porque el Delicado
Me hace recordar mi pasado
Me hace recordar mi rincón
¡Delicado!

Escuchando, así, el tinguilim de nuestro bandolín
Y la guitarra, marcando el ritmo de un buen baião
Acelera mi circulación
Y trae una nostalgia, que es animada
Cuando escucho el Delicado!

El tinguilim del bandolín
El tangolán de la guitarra
Y el xaxá del ganzá
¡Delicado!

Esa red
Que se entrelaza en la calabaza
Me hace recordar la batucada de allá
¡Delicado!

Por eso, voy
A mi tierra
¡A mi lugar!
Tierra que tiene
Mucha nostalgia, mucho sabiá

Viene con las estrellas
Y tiene un cielo añil!
Hay malandros que son unos cabrones
Pero qué pueblo tan delicado
Que nació en mi Brasil!
¡DE-LI-CA-DO!

Escrita por: Waldir Azevedo / Aloysio de Oliveira