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Dame... Dame

Carmen Miranda

Me Dá... Me Dá

Você já sabe que o meu não é nenhum
Por isso é escusado
Você me pedir algum
Isto é feio viver de expediente
Você não é aleijado
Não é cego nem doente
Você não tem coragem
De enfrentar um batedor

E quando eu lhe vejo
Chego até sentir pavor
Tenho a certeza que você vem conversar
Com a velha conversa
Do me dá, me dá, me dá
Quatro tostões para mim jantar
Me dá, me dá
Não dou, não dou
Contar vantagem

É o que você nunca cansa
Sempre com a conversa
Que vai receber herança
Dia pra dia você está se derretendo
E se a herança não vier
Você vai acabar morrendo

E você não reflete
Que está atrapalhado
Sempre com a mania de ser
Cantor de rádio
Vou lhe dar um conselho
Arranje uma colocação

Porque sopa de vento
Não é alimentação
Vai quebrar pedra
Na pedreira
Que é bem bom
Pro seu pulmão

Dame... Dame

Ya sabes que lo mío no es ningún
Por eso es inútil
Que me pidas algo
Es feo vivir de artilugios
No estás lisiado
No eres ciego ni enfermo
No tienes el coraje
De enfrentarte a un matón

Y cuando te veo
Hasta siento pavor
Estoy seguro de que vienes a hablar
Con la vieja historia
Del dame, dame, dame
Cuatro monedas para cenar
Dame, dame
No doy, no doy
Presumir

Es algo que nunca te cansas
Siempre con la historia
De que vas a heredar
Día a día te estás deshaciendo
Y si la herencia no llega
Terminarás muriendo

Y no te das cuenta
De que estás en aprietos
Siempre con la manía de ser
Locutor de radio
Te daré un consejo
Consigue un trabajo
Porque el aire no es comida
Ve a romper piedras
En la cantera
Que es bueno
Para tus pulmones

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