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Lluvia Afuera

Carolina Deslandes

Chuva Lá Fora

Até que a voz desapareça
E o teu peito não aqueça
Quando eu lá pousar por fim

Ou que me faltem as palavras
Que se tornem tão amargas
Que te afastarão de mim

Até que o Sol se afunde ao fundo
Possa acabar o mundo
Até que a terra se desmonte

Ou que a manhã incendeie
Tudo quanto eu semeio
E veja a tristeza de fronte

Até que me desmintam velhas
Veja a luz bater nas telhas
Até que eu não me seja nada

E que o fim seja vizinho
Não reste nem mais carinho
Pra afagar a madrugada

Juro, hei de arranjar forma
Hei de reescrever a norma
Hei de gritar contra o vento

Que desde que foste embora
Só vejo chuva lá fora
Todo o céu é meu lamento

Que desde que foste embora
Só vejo chuva lá fora
Todo o céu é meu lamento

Que desde que foste embora
Só vejo chuva lá fora
Todo o céu é meu lamento

Lluvia Afuera

Hasta que la voz se apague
Y tu pecho ya no sienta calor
Cuando finalmente llegue allí

O que me falten las palabras
Que se tornen tan amargas
Que te alejarán de mí

Hasta que el Sol se hunda en el fondo
Pueda acabar el mundo
Hasta que la tierra se desmorone

O que la mañana encienda
Todo lo que yo siembro
Y vea la tristeza de frente

Hasta que me desmientan viejas
Vea la luz golpear en los techos
Hasta que no sea nada para mí

Y que el fin sea vecino
No quede ni un poco de cariño
Para acariciar la madrugada

Juro, encontraré la forma
Reescribiré la norma
Gritaré contra el viento

Que desde que te fuiste
Solo veo lluvia afuera
Todo el cielo es mi lamento

Que desde que te fuiste
Solo veo lluvia afuera
Todo el cielo es mi lamento

Que desde que te fuiste
Solo veo lluvia afuera
Todo el cielo es mi lamento

Escrita por: Diogo Clemente, Carolina Deslandes