Jangadeiro do Norte
Jangadeiro
Jangadeiro do norte
Que ao sopro do vento forte
Soltou sua embarcação
Velas brancas
Velas pandas ao vento
Mais leves que o pensamento
E em forma de coração
E à tarde quando em bando as gaivotas
Da cor de marfim
Voltam cantando serenas
Às praias sem fim
De velas em farrapos
A jangada na praia tocou
Porém, jangadeiro
Você nunca mais retornou
Jangadeiro
Jangadeiro do norte
Que ao sopro do vento forte
Soltou sua embarcação
Velas brancas
Velas pandas ao vento
Mais leves que o pensamento
E em forma de coração
Também pelo mar de minha vida
Tristonha e dorida
Soltei uma frágil jangada
Chamada ilusão
E à tarde quando em bandos as gaivotas
Costumam voltar
Somente uma fria saudade
Voltou a chorar
Jangadeiro
Jangadeiro do norte
Que ao sopro do vento forte
Soltou sua embarcação
Velas brancas
Velas pandas ao vento
Mais leves que o pensamento
E em forma de coração
Jangadeiro del Norte
Jangadeiro
Jangadeiro del norte
Que al soplo del viento fuerte
Soltó su embarcación
Velas blancas
Velas ondeando al viento
Más livianas que el pensamiento
Y en forma de corazón
Y por la tarde cuando en bandadas las gaviotas
Del color marfil
Vuelven cantando serenas
A las playas sin fin
Con velas hechas jirones
La jangada tocó la playa
Pero, jangadeiro
Tú nunca más regresaste
Jangadeiro
Jangadeiro del norte
Que al soplo del viento fuerte
Soltó su embarcación
Velas blancas
Velas ondeando al viento
Más livianas que el pensamiento
Y en forma de corazón
También por el mar de mi vida
Triste y dolorida
Solté una frágil jangada
Llamada ilusión
Y por la tarde cuando en bandadas las gaviotas
Suelen regresar
Solo un frío recuerdo
Volvió a llorar
Jangadeiro
Jangadeiro del norte
Que al soplo del viento fuerte
Soltó su embarcación
Velas blancas
Velas ondeando al viento
Más livianas que el pensamiento
Y en forma de corazón
Escrita por: João de Barro