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Me Detuve en Contraflujo

Cássia Eller

Parei Na Contra-mão

Vinha voando no meu carro quando vi pela frente
Na beira da calçada um broto displicente
Joguei o pisca-pisca para a esquerda e entrei
A velocidade que eu vinha não sei
Pisei no freio obedecendo ao coração
E parei... parei na contra-mão
O broto displicente nem sequer me olhou
Insisti na buzina mas não funcionou
Segue o broto seu caminho sem me ligar
Pensei por um momento que ela fosse parar
Arranquei à toda e sem querer
Avancei o sinal... o guarda apitou
O guarda muito vivo de longe me acenava
E pela cara dele eu vi que não gostava
Falei que foi cupido quem me atrapalhou
Mas minha carteira pro xadrez levou
Oh, acho que esse guarda nunca se apaixonou
Pois minha carteira o malvado levou

Quando me livrei do guarda o broto não vi
Mas sei que algum dia ela vai voltar
E a buzina desta vez eu sei que vai funcionar

O guarda muito vivo de longe me acenava
E pela cara dele eu vi que não gostava
Falei que foi cupido quem me atrapalhou
Mas minha carteira pro xadrez levou
Oh, acho que esse guarda nunca se apaixonou
Pois minha carteira o malvado levou

Quando me livrei do guarda o broto não vi
Mas sei que algum dia ela vai voltar
E a buzina desta vez eu sei que vai funcionar...

Me Detuve en Contraflujo

Venia volando en mi carro cuando vi por delante
En el borde de la acera una chica desinteresada
Puse la luz de giro a la izquierda y entré
No sé a qué velocidad venía
Pisé el freno siguiendo al corazón
Y me detuve... me detuve en contraflujo
La chica desinteresada ni siquiera me miró
Insistí con la bocina pero no funcionó
La chica sigue su camino sin importarle
Pensé por un momento que iba a parar
Aceleré a fondo y sin querer
Pasé el semáforo... el guardia pitó
El guardia muy vivo desde lejos me hacía señas
Y por su cara vi que no le gustaba
Dije que fue Cupido quien me atrapó
Pero mi billetera se fue a la cárcel
Oh, creo que este guardia nunca se ha enamorado
Porque se llevó mi billetera el malvado

Cuando me liberé del guardia no vi a la chica
Pero sé que algún día volverá
Y esta vez sé que la bocina funcionará

El guardia muy vivo desde lejos me hacía señas
Y por su cara vi que no le gustaba
Dije que fue Cupido quien me atrapó
Pero mi billetera se fue a la cárcel
Oh, creo que este guardia nunca se ha enamorado
Porque se llevó mi billetera el malvado

Cuando me liberé del guardia no vi a la chica
Pero sé que algún día volverá
Y esta vez sé que la bocina funcionará...

Escrita por: Erasmo Carlos, Roberto Carlos