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¡Ay de mí!

Catulo da Paixão Cearense

Ai de mim!

Foi um sonho te querer com doido amor
Foi loucura penhorar-te o coração
Dá-me mesmo assim ferido esse penhor
Não te peço nem te imploro gratidão
Guardo dentro deste peito por te amar
Uma dor que sempre e sempre cresce mais
Nem a tua ingratidão me vem matar
Nem a tua ingratidão me abranda os ais

Ai de mim! Ai de mim!
Por que matar-me assim?
Por que matar-me assim?

Este amor, ó este amor, me foi fatal
Nunca mais o meu sossego encontrarei
Tu, travessa, sorridente e jovial
Eu, em busca de minh'alma que te dei
Mas não posso te dizer por que razão
É mais doce o azedume desta dor
Serei teu e teu será meu coração
Não te posso, ó não, negar tão santo amor!

¡Ay de mí!

Fue un sueño desearte con loco amor
Fue una locura empeñar tu corazón
Aun así, herido, tomo este empeño
No te pido ni imploro gratitud
Guardo dentro de este pecho por amarte
Un dolor que siempre y siempre crece más
Ni tu ingratitud viene a matarme
Ni tu ingratitud calma mis lamentos

¡Ay de mí! ¡Ay de mí!
¿Por qué matarme así?
¿Por qué matarme así?

Este amor, oh este amor, me fue fatal
Nunca más encontraré mi sosiego
Tú, traviesa, sonriente y jovial
Yo, en busca de mi alma que te di
Pero no puedo decirte por qué razón
Es más dulce la amargura de este dolor
Seré tuyo y tuyo será mi corazón
¡No puedo, oh no, negar este santo amor!

Escrita por: Catulo da Paixão Cearense