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Todo es Diferente

Forró Cavalo de Pau

Está Tudo Diferente

Sou de uma terra que não levo desaforo
Vacilão só leva couro se não souber respeitar
Todos já sabem que sou osso duro
Seja claro ou escuro boto mesmo pra quebrar

Sou nordestino sou vaqueiro do sertão
Quando visto o meu gibão dá vontade de aboiar
E bota a sela no lombo do meu cavalo
E saio correndo atrás do gado sem vontade de parar

De madrugada quando o galo está cantando
Ouço o carneiro berrando
Não consigo cochilar

E desperto com o cantar dos passarinho
Que vão deixando seus ninhos
Para o campo semear

De manhãzinha corro logo pra cozinha
Chamo maria chiquinha
Para vim me aprontar

Eu visto a roupa, pego a viola
Canto esse xote na roça
Pra moçada se animar

Na tua mente nada disso existe mais
Todo mundo é capaz de querer menosprezar
Eu reconheço que além da sobrevivência
Pois homem competente burro não sabe o que faz

Agora eu sei está tudo diferente
Quem quiser que se aguente
Todos tem que se virar
Comigo mesmo é me livrar da polícia
Dar porrada nos patifes pra saber me respeitar

Todo es Diferente

Soy de una tierra donde no permito faltas de respeto
El que se equivoca recibe su merecido si no sabe respetar
Todos saben que soy duro de roer
Ya sea claro u oscuro, no dudo en pelear

Soy del noreste, soy vaquero del campo
Cuando me pongo mi traje de cuero, dan ganas de cantar
Pongo la montura en el lomo de mi caballo
Y salgo corriendo tras el ganado sin querer parar

De madrugada cuando canta el gallo
Escucho al carnero balando
No puedo conciliar el sueño

Y despierto con el canto de los pajaritos
Que van dejando sus nidos
Para sembrar en el campo

Por la mañana corro a la cocina
Llamo a María Chiquinha
Para que venga a arreglarme

Me visto, tomo la guitarra
Canto este xote en el campo
Para animar a la juventud

En tu mente nada de esto existe ya
Todos son capaces de menospreciar
Reconozco que más allá de la supervivencia
Porque un hombre competente no hace tonterías

Ahora sé que todo es diferente
Quien quiera que se aguante
Todos tienen que arreglárselas
Conmigo mismo, esquivar a la policía
Dar golpes a los sinvergüenzas para que me respeten

Escrita por: Antonio dos Palmares / Ricardo Junior