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Ombro Amigo

Celita

Eu era escrava deste mundo de ilusão
Andava em trevas sem ter paz no coração

Eu tinha fama, mas não era tudo
Faltava em mim algo mais profundo
Não tinha alegria que dava aos meus fãs

Quando os aplausos se cessavam
As luzes da ribalta se apagavam
Aí que eu sentia forte a solidão

Sozinha em meu quarto eu chorava
E minha solidão me arrebentava
Meu Deus do céu me ajude a levantar do chão

Agora penso e reconheço
Por mim pagaste o alto preço
Pelo seu filho pra que morresse em meu lugar

Amado Deus sei que não mereço
Tanta bondade e me agradeço
Por ter me amado e a minha vida transformar

Eu lembro bem das amarguras que passei
Perdendo aos poucos tudo aquilo que eu ganhei

Os meus amigos me abandonaram
Em desespero mas eu procurava
Encontro a paz em diversas religiões

Um certo dia Deus falou comigo
Me emprestando o seu ombro amigo
Tomou o meu fardo e quebrou os meus brilhões

Escrita por: Luiz Armando e Tony Silva